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VIDAS INTERROMPIDAS : Eles estavam no voo 1907 e tiveram suas vidas interrompidas pela imprudncia de dois pilotos norte-americanos. www.vidasinterrompidas.com.br

Familiares reuniram-se neste domingo em Braslia para lembrar os 7 anos do acidente do Voo 1907 da G

 Neste domingo, 29 de setembro, o acidente causado pelo jato Legacy pilotado pelos norte-americanos Joseph Lepore e Jan Paul Paladino, que matou 154 pessoas do Voo 1907 da Gol, foi lembrado em Brasília (DF). Os familiares participaram de uma missa na Igreja Rainha da Paz, às 10h. No pátio do local, a Associação dos Familiares e Amigos do Voo 1907 estendeu uma lona, onde foram colocados os 154 kits de alimentos não perecíveis, além de material de higiene e escolar arrecadados para o Lar Casa de Ismael de Brasília e também para a igreja. O lar cuida de 411 crianças, sendo que 50 moram no local. As doações são bem-vindas já que a entidade serve cinco refeições por dia, tanto para as vítimas de maus tratos que residem no local, como para as crianças de baixa renda que passam apenas o dia. A missa foi celebrada pelo arcebispo do Ordinariado Militar do Brasil, Dom Osvino José Both, com a presença do Padre Silas Pereira Vianna.

O kit de material escolar foi entregue por Arno Gutjahr, irmão da vítima Rolf Gutjahr e diretor de marketing da recém-inaugurada Ceterg - Escola de Educação Profissional Rolf Gutjahr, em Porto Alegre (RS). Em alguns kits, a filha de Rolf fez questão de colocar materiais escolares dela mesma. Durante a entrega, foi tocada a música “Um avião que fez chorar uma nação”, do cantor Luciano Salles, feita em homenagem às vítimas.

“Este ano, fizemos questão de transformar a dor e a saudade dos familiares em uma atitude positiva a quem precisa. São sete longos anos de muita luta para não deixar o caso cair no esquecimento e nem prescrever deixando os culpados sem punição”, declarou Rosane Gutjarh, diretora da Associação e viúva de Rolf Gutjahr.

Relembre o caso - o processo criminal será remetido agora ao STJ, que julgará se o recurso é cabível ou não. Em seguida, o processo será remetido ao STF para análise. “Para nós familiares, esses recursos apresentados pelos pilotos só prolongam nossa dor. Sete anos após a tragédia ainda esperamos para ver o trânsito em julgado e podermos descansar com a condenação dos pilotos. Nosso prazo é muito curto, já que o caso prescreverá em fevereiro de 2016. Sabemos que a defesa dos pilotos está trabalhando para a prescrição e não mais pela absolvição, já que as provas da morte de 154 vítimas do voo da Gol são contrárias a eles”, afirma Rosane Gutjahr, diretora da Associação dos Familiares e Amigos do Voo 1907.

A Associação espera com ansiedade a marcação da data da audiência que julgará em última instância os pilotos norte-americanos Joseph Lepore e Jan Paul Paladino. No dia 15 de outubro de 2012, os desembargadores federais Tourinho Neto, Cândido Ribeiro e Mônica Sifuentes, integrantes da 3ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília (DF), julgaram os recursos propostos pelo Ministério Público Federal e pela Associação dos Familiares e Amigos das Vítimas do Voo 1907. A decisão modificou a sentença de primeira instância, quando em 2011 os pilotos norte-americanos Joseph Lepore e Jan Paul Paladino tinham sido condenados a quatro anos e quatro meses de prisão, com substituição de pena por serviços comunitários.

 

 Com a nova decisão, para a qual coube recurso ainda sem data marcada para ser julgado no Superior Tribunal de Justiça, os pilotos que continuam trabalhando nos Estados Unidos, foram condenados a três anos e um mês de detenção, em regime aberto, ou seja, deverão dormir em local previamente estabelecido pela Justiça e se apresentar periodicamente em um tribunal nos Estados Unidos, onde irão cumprir a pena.

 

Mesmo com a decepção da demora do caso, os familiares têm esperança em conseguir a punição dos culpados pela morte de tantas vítimas. Entretanto, um fato causa insegurança às famílias: em telegramas revelados pelo Wikileaks (fonte: Folha de São Paulo), o então embaixador norte-americano Clifford Sobel declarou que o advogado de defesa dos pilotos, Theodomiro Dias, disse que na segunda instância eles tinham certeza que ganhariam, pois contavam com a influência do seu pai, José Carlos Dias, que é ex-Ministro da Justiça. “Mesmo com essa declaração que, depois de anos, não sai do meu pensamento, eu ainda acredito na nossa justiça e que vamos conseguir ter novamente a dignidade de nossos familiares. É uma questão de honra não apenas para nós, amigos e parentes das vítimas do acidente, mas uma questão de honra para o Brasil perante os Estados Unidos e o mundo”, declara Rosane.

Pelo processo administrativo, os pilotos foram autuados pela ANAC e Decea por três motivos: voaram em espaço aéreo de separação vertical reduzida (RVSM) sem autorização e levantaram voo com equipamento TCAS II desligado e depois desligaram o transponder, impedindo assim que o avião da Gol percebesse que o jato estava na rota errada e causaria a colisão. Nesse caso, a Associação está lutando e pedindo ajuda do governo brasileiro para interceder junto aos Estados Unidos para que estes cassem os brevês dos pilotos norte-americanos, já que a FAA recusa-se a cumprir o acordo bilateral 21.713, art.12, com o Brasil. E, mesmo há 7 anos do acidente, os pilotos continuam voando pela American Airlines e Excel Aire. Foram emitidas sanções para a Excel Air e para o comandante da aeronave. Mas quando a Anac notificou a FAA, a agência norte-americana disse que não há base para abertura do processo nos Estados Unidos, recusando-se a cassar as licenças dos pilotos.

foto: Gerdan Wesley


 

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