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VIDAS INTERROMPIDAS : Eles estavam no voo 1907 e tiveram suas vidas interrompidas pela imprudncia de dois pilotos norte-americanos. www.vidasinterrompidas.com.br

Voo Direto Curitiba Miami - Quanto vale a sua vida?

 Por Rosane Gutjahr, viúva de uma das vítimas do Voo 1907 da Gol

Desde o dia 29 de setembro de 2006 que a vida de 154 famílias mudou completamente. São 154 familiares que perderam seus entes queridos no acidente com o Jato Legacy 600 da Embraer, da empresa ExcelAire, conduzido pelos pilotos norte-americanos Joseph Lepore e Jan Paul Paladino.

 

E o que tudo isso tem a ver com o “voo direto” Curitiba - Miami da American Airlines marcado para 22 de novembro deste ano, onde voos diários, operados por Boeings 767-300, com capacidade para 212 passageiros planejam sair de Curitiba rumo aos Estados Unidos? Para leigos a resposta pode ser “nada”, até o dia em que alguém decidiu postar um desabafo nas redes sociais se dizendo ex-funcionário da Varig, mas não assinava o que era muito estranho. Será que era uma denúncia falsa ou será que havia fundamento ou seria mais uma trolagem de rede social?

A partir desse relato encontrado nas redes sociais, a Associação do Voo 1907 foi atrás de uma afirmação com o perito Roberto Peterka, que confirma a “denúncia” das redes que aviões maiores em Curitiba devem decolar antes das 10h da manhã devido à baixa temperatura, pois o frio deixa o ar mais concentrado, dando sustentação para decolar na curta pista do aeroporto Afonso Pena. “É fato também que a temperatura alta exige maior comprimento de pista para decolar. A temperatura e a altitude da pista influenciam diretamente na necessidade de maior ou menor comprimento de pista, para o avião decolar/pousar”, explica Peterka.

Desde o início dos anos 90 grandes empresas aéreas internacionais têm interesse em operar voos diretos de seus países para Curitiba. Não seria nada mau dólares e euros chegando diretamente do exterior para cá. Infelizmente isto nunca foi possível, porque não tínhamos pista e não temos até hoje.

Só que a American Airlines, a mesma que deu emprego a Jan Paul Paladino, um dos pilotos responsáveis pela tragédia com o Voo da Gol, encontrou uma saída. Trará um voo de Miami, pois para pouso não precisa tanta pista e decolará para Porto Alegre com poucos passageiros e baixo nível de combustível. “A ideia de fazer um pouso em Porto Alegre pode ser uma maneira de contornar a impossibilidade de decolar de Curitiba com a totalidade de combustível necessário para o voo até Miami para, naquela localidade (Porto Alegre) abastecer completamente a aeronave”, conclui Peterka.

 

 

 

Lá, depois de mais de um a hora de voo e quase duas de espera no aeroporto Salgado Filho, para completar cargas, passageiros e abastecer, voam para Miami.



O mais irônico de tudo é ler na imprensa que o primeiro voo será comemorado pelas autoridades brasileiras com a famosa "quebra de champagne".  A direção da American Airlines sim deveria comemorar com champanhe na pista o jeitinho que encontrou para decolar de Curitiba. Mas vendo isso da mesma empresa que adora correr riscos, uma vez que emprega um piloto condenado pela ANAC por ser um dos responsáveis por matar 154 pessoas, não há de ser nada não é? E nossas autoridades não deveriam tomar as providências necessárias para sairmos do atraso e não vender passagens e colocar dessa vez 212 passageiros em risco. Vale a pena arriscar a vida para ter um voo direto?



O que temos a desejar é sorte e um bom voo para Porto Alegre com a American Airlines. E tomara que o piloto do seu avião não seja o
Jan Paul Paladino!!!


 

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